Estrutura Curricular

Pode descarregar o Percurso do Aluno aqui.

O objetivo deste documento é proporcionar uma visão sintética e integrada do percurso dos alunos do DPIP durante os 2 anos curriculares. Os aspetos nele versados estão regulamentados em documentos oficiais como o Regulamento, o Plano de Estudos e, nos casos em que se pretenda a cotitulação por uma das universidades com as quais temos protocolo (Bolonha, Federal Fluminense, Eduardo Mondlane, Paris-Nanterre e Algarve) no correspondente acordo.

Para um bom acompanhamento é importante ter presente que as edições do curso têm o seu início em finais de fevereiro ou inícios de março. Assim o 1º e 3º semestres do curso decorrem em 2ºs semestres dos anos letivos (2016-2017 e 2017-2018) da Universidade de Coimbra e os 2º e 4º em 1º semestres (2017-2018 e 218-2019).

No primeiro ano os alunos terão que frequentar as unidades curriculares do curso presencialmente na Universidade de Coimbra e ali obter os créditos correspondentes (60) às unidades curriculares dos dois primeiros semestres, num total de seis.

Cada unidade curricular proporcionará 45 horas de aulas, organizadas em 1 sessão de 1 hora (apresentação) e 11 sessões de 4 horas (seminários). As aulas têm lugar às sextas-feiras e sábados entre as 09.00 e as 13.00 e as 14.30 e as 18.30. As sessões de 4 horas correspondem a uma manhã ou uma tarde, pelo que nos casos em que a mesma unidade curricular decorre ao longo de todo um dia, estão a ser cumpridos dois módulos.

No primeiro semestre as três unidades curriculares são da área Investigação em Patrimónios [IP] e obrigatórias. No segundo semestre há uma unidade curricular IP e duas opcionais. O DPIP dispõe de um elenco considerável de unidades curriculares opcionais, que são da área de Estudos Culturais [EC] ou de Arquitetura e Urbanismo [AU], embora sejam oferecidas indiferentemente a alunos de ambos os ramos. A coordenação decidirá quais seminários serão oferecidos em função da perceção que ao longo do primeiro semestre for tendo das linhas de pesquisa que os alunos vão trilhar.

As unidades curriculares do 1º semestre são:

IP1 – Património e Desenvolvimento;
IP2 – Historiografia e ideologias dos patrimónios artísticos e arquitetónicos portugueses ultramarinos;
IP3 – Patrimónios da palavra: narrativas, discursos e literatura em Língua Portuguesa;
No segundo semestre os doutorandos deverão frequentar duas unidades opcionais de uma oferta de três unidades curriculares e uma unidade curricular obrigatória. A IP4 – Teorias e Metodologias de Investigação: Projeto de Tese, culmina com a aprovação do projeto de tese, por um júri, após a respetiva discussão. O Projeto de Tese deve contemplar o estado da arte, objetivos, metodologia e cronograma com descrição sumária das tarefas fases a cumprir, bem como a indicação do(s) orientador(es) e prova da anuência deste(s), incluindo o plano para a obtenção dos 30 créditos curriculares livres do 2º ano. É com base nesse documento que se celebrará o acordo de cotutela entre a Universidade de Coimbra e uma ou duas das outras universidades do consórcio. Para tal, é necessário que o aluno tenha um orientador de cada uma das universidades que irão cotitular o seu grau, sendo ainda admissível, como especialista, um (co)orientador externo. Um dos aspetos fundamentais do Projeto de Tese é a definição das universidades que irão cotitular o doutoramento do aluno e o ramo: Estudos Culturais ou Arquitetura e Urbanismo, no caso da UC, e nos títulos disponíveis nas outras universidades do consórcio. Desta definição resultará a celebração de um protocolo cuja minuta foi aprovada por todas as instituições envolvidas.

As unidades curriculares do 2º semestre são:

IP4 – Teorias e Metodologias de Investigação: Projeto de Tese;
IP5 – optativa 1
IP6 – optativa 2
Unidades optativas para o 2º semestre:

Patrimónios e processos de patrimonialização
Espaços de influência portuguesa: dinâmicas e legados
Atlânticos Sul

O objetivo final deste ano, que decorre em regime tutorial, ou seja, em trabalho desenvolvido entre o aluno e os seus orientadores, é a apresentação, discussão e aprovação do Relatório de Qualificação. Este relatório é um documento detalhado do estado de desenvolvimento da tese e deve incluir os seguintes pontos: estado da arte, objetivos, metodologia, cronograma com descrição sumária das tarefas e fases a cumprir e, pelo menos, um capítulo completo da dissertação. Esta prova, que corresponde a 30 ECTS, será realizada na UC e destina-se a demonstrar a viabilidade da conclusão do projeto nos dois anos não curriculares do curso que se lhe seguem. Essa aprovação será produzida, após discussão com o aluno, por um júri constituído para o efeito.

O plano para a realização das optativas do 3º semestre do 2º ano é aprovado com o Projeto de Tese no final do 1º ano. Além da frequência de unidades curriculares oferecidas para o efeito, a realização desses 30 ECTS poderá ocorrer conjugando a frequência de unidades curriculares noutras universidades do consórcio e/ou com a realização de atividades de acordo com a tabela que consta do Anexo Único do Regulamento que abaixo se reproduz. O seu reconhecimento será feito numa das unidades curriculares optativas Seminário de Atividades de Investigação, carecendo assim de inscrição prévia. Com isso pretende-se incentivar a mobilidade e realização de ações extracurriculares diretamente relacionadas com as dissertações já então em desenvolvimento pelos doutorandos.

Unidades optativas e atividades de investigação no 3º semestre:

– Antecedentes da Cultural Espacial e Construtiva Portuguesa no Mundo (AU)
– Desconstrução da Cidade Portuguesa: urbanização e conceito (AU)
– Espaços de Influência Portuguesa: dinâmicas e legados (AU)
– Patrimónios e Processos de Patrimonialização (AU)
– Atlânticos Sul (EC)
– O Tema Controverso do Colonialismo Português (EC)
– Da América Portuguesa ao Brasil: território(s) e identidade(s) (EC)
– Do colonial ao pós-colonial: processos e legados (EC)
– Cinema, Media e Cidade nos países africanos de língua portuguesa (EC)
– O trilho dos objectos: redes artísticas no Atlântico Sul no período colonial (EC)
– Seminário de Atividades de Investigação I (AU)
– Seminário de Atividades de Investigação II (AU)
– Seminário de Atividades de Investigação III (AU)
– Seminário de Atividades de Investigação I (EC)
– Seminário de Atividades de Investigação II (EC)
– Seminário de Atividades de Investigação III (EC)

Atividades e créditos:

– Comunicação em congresso ou seminário 2,5
– Artigo ou capítulo de livro aceite em publicação com arbitragem 5,0 a 7,5
– Artigo ou capítulo de livro aceite em publicação sem arbitragem 2,5
– Publicação de livro 5,0 a 10,0
– Participação continuada em projeto de investigação com relatório 2,5
– Viagem de estudo com relatório 2,5
– Investigação em arquivo com relatório 2,5 a 5,0
– Frequência de seminário temático com relatório 2,5 a 7,5
– Participação em workshop com relatório 2,5
– Estágio como monitor de uma unidade curricular do ensino superior com relatório 5,0

O objetivo será a produção da dissertação, que será discutida em provas públicas segundo a legislação e regulamentação em vigor numa das universidades que a cotitulam, e em função do acordo de cotutela previamente estabelecido.

Regra para a escolha das optativas em função do ramo de especialidade

Independentemente do título conferido pela outra universidade do eventual acordo de cotutela, o DPIP conduz à titulação pela UC como Doutor em Patrimónios de Influência Portuguesa na especialidade de Arquitetura e Urbanismo ou de Estudos Culturais. O aluno tem de realizar os 50 créditos das optativas somando 30 na área científica correspondente ao seu ramo e 20 na outra, pelo que deverá programar as suas escolhas de optativas em função deste requisito.

Sobre o(s) (co)orientador(es)

Na apresentação da candidatura ao doutoramento o aluno pode indicar potenciais orientadores para a investigação que pretende desenvolver. Isso terá que ser confirmado pela coordenação do DPIP, sendo que a sua designação definitiva só se considerará efetiva com a aprovação do Projeto de Tese no final do primeiro ano curricular; veja-se o n.º 7 das Normas (a leitura deste texto não dispensa a consulta das Normas).